sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Fim da alvorada


Senti cólera em meus olhos,
Não chorei
Para raiva não passar.

O desencanto traz a tona a minha atonia,
Já se vão os dias de animo,
Vem os dias de fastio.

Meu corpo está cansado,
Minha mente confusa,
Não queria este fim,
Mesmo sabendo que ele viria!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Caos

Me perdi nos descaminhos da vida,
Lamentavelmente cada dia mais Irascível e sem paciência
Vou vencendo meus dias afins.

Encontrei sua cALMA onipresente,
E este desvario me azucrina diariamente.
Acredito que essa seja mais uma sátira da minha existência,
Prematura,
Vivaz,
Babélica.

domingo, 2 de julho de 2017

Demissexual



Poderia te escutar por muitas horas,
Discussões infindas de assuntos diversos,
Sentir seu hálito próximo ao meu,
Pra ver quem concluiria primeiro o assunto.

Eu que não me interesso por quase ninguém,
Fiz cenários coloridos e macabros com você
Que a tanto conheço, e tão pouco convivo.

Um desvario
Latente
Fulgaz

quarta-feira, 15 de março de 2017

Frivolidades

A latência da existência exacerba em meu mau-humor quase crônico,
A inquietude da minha mente impede grandes momentos de paz.
Porquê, porque, por que?
Sinto-me impotente com o surpreendente sistema,
As crianças se perdem,
Não sabem ler, nem escrever,
Têm medo, têm fome.
E eu?
Resta-me boa vontade e trabalho.

domingo, 5 de março de 2017

O jogo


Arrisquei todas as minhas cartas no seu jogo,
As minhas projeções ficaram distorcidas pela minha própria presunção.
A audácia me fez ignorar a realidade,
Errei e perdi.
Seu olhar tênue
Sua tez jovial
Seus traços fortes,
Vão se dissolver em minha memoria,
Mas mesmo assim,
Não gosto de errar,
Nem de perder.


sexta-feira, 4 de novembro de 2016



Os barulhos da minha mente
Ensurdecem-me.
Digerir a alma,
Minha alma,
Agonizante e latente alma.
A calma é virtude dos que tem pouca alma,
Exagero em tudo,
Transbordo.

quinta-feira, 31 de março de 2016

E agora?
No frenesi da instabilidade politica deparei-me com gente demais,
Lembrei-me dos tempos de gente de menos,
Que apenas meus anseios e perturbações já eram suficientes.
E agora?
Esse é o momento da desconstrução,
Da mudança, da quebra de paradigma,
Mas às vezes me vejo descrente,
Talvez por conviver com gente demais.
Reverbera em mim a luta pela liberdade,
Acredito ainda na quebra das amarras,
Sociais, politicas, econômicas e de gênero.
Espero que não seja apenas utopia.