quarta-feira, 15 de março de 2017

Frivolidades

A latência da existência exacerba em meu mau-humor quase crônico,
A inquietude da minha mente impede grandes momentos de paz.
Porquê, porque, por que?
Sinto-me impotente com o surpreendente sistema,
As crianças se perdem,
Não sabem ler, nem escrever,
Têm medo, têm fome.
E eu?
Resta-me boa vontade e trabalho.

domingo, 5 de março de 2017

O jogo


Arrisquei todas as minhas cartas no seu jogo,
As minhas projeções ficaram distorcidas pela minha própria presunção.
A audácia me fez ignorar a realidade,
Errei e perdi.
Seu olhar tênue
Sua tez jovial
Seus traços fortes,
Vão se dissolver em minha memoria,
Mas mesmo assim,
Não gosto de errar,
Nem de perder.


sexta-feira, 4 de novembro de 2016



Os barulhos da minha mente
Ensurdecem-me.
Digerir a alma,
Minha alma,
Agonizante e latente alma.
A calma é virtude dos que tem pouca alma,
Exagero em tudo,
Transbordo.

quinta-feira, 31 de março de 2016

E agora?
No frenesi da instabilidade politica deparei-me com gente demais,
Lembrei-me dos tempos de gente de menos,
Que apenas meus anseios e perturbações já eram suficientes.
E agora?
Esse é o momento da desconstrução,
Da mudança, da quebra de paradigma,
Mas às vezes me vejo descrente,
Talvez por conviver com gente demais.
Reverbera em mim a luta pela liberdade,
Acredito ainda na quebra das amarras,
Sociais, politicas, econômicas e de gênero.
Espero que não seja apenas utopia.

sexta-feira, 6 de junho de 2014


Sem lente,
Demente.
Da mente
Sente
É Gente.

sábado, 7 de setembro de 2013

Liquidez

De repente os anos se esvaem. O mundo liquido de Bauman faz-se presente na correria do dia-a-dia insano, Perde-se a simplicidade de entregar-se ao sublime. A racionalidade pós-moderna me cansa, sinto-me parte desse mundo decadente sem força suficiente para mudar. Interligados e conectados, Com relações humanas frágeis e deprimentes.

sábado, 1 de junho de 2013

Deleito e releio meus poemas piegas. Sinto falta da ansiedade de querer (qualquer coisa) de forma tão latente que tornava tudo possível. Sonolência, insuficiência e apatia, Espero que estes meses sombrios se desfaçam, E quem sabe só voltem de passagem.